SILVEIRAS EM FOTO
Conheça algumas imagens de Silveiras/SP, situada no Vale Histórico do Vale do Paraíba/SP
Páginas
- Início
- Pessoas de Silveiras
- Festa do Tropeiro - Fotos
- Festa do Tropeiro - Fotos Antigas
- Padres de Silveiras
- Ano Jubilar Paroquial - PÁGINAS DA NOSSA HISTÓRIA
- Capelas de Silveiras
- Celebração de Corpus Christi em Silveiras - 2011
- Reforma da Praça da Matriz
- Festa do Tropeiro 2011
- VÍDEOS SOBRE SILVEIRAS
Conheça Silveiras
Silveiras é uma pequena cidade situada no chamado “ Vale Histórico do Rio Paraíba”, no Estado de São Paulo. Sua área é de 412 Km2 a 670 m de altitude, cuja temperatura oscila entre 14 e 29 graus centígrados. Sua origem remonta ao final do século XVIII com um rancho de Tropeiros ao redor do qual construíram algumas casas.
No centro deste pequeno povoado ergueu-se uma capela em honra de Nossa Senhora da Conceição (no mesmo local em que se construiu em 1909 a igreja Matriz atual). Estava sendo aberta uma estrada chamada “ Caminho Novo” ou “ Estrada Real” por onde seria transportado o ouro que vinha de Minas Gerais para ser fundido no Rio de Janeiro. Ao longo desta estrada o Império distribuía terras para serem povoadas, cultivadas e cujo habitantes deviam manter um caminho de terra em condições de ser utilizado, principalmente pelos Tropeiros que foram os pioneiros no transporte de vários tipos de produtos. A Família silveiras se instalou nestas terras e ergueu o Rancho do Tropeiro por volta de 1780. A cidade herdou seu nome desta família que primeiro a habitou.
Em 1830, o povoado de Silveiras que pertencia à Lorena foi elevada a Freguesia. Em 1842 ocorreu a Revolução Liberal e Silveiras foi alvo de muitos combates até ser derrotada a 12 de julho de 1842 pelo soldados imperialistas, quando foram mortos muitos Silveirenses. Em 28 de fevereiro de 1842 foi implantada a Vila de Silveiras. Em fevereiro de 1874 Silveiras recebeu o titulo de cidade (município) e tornou-se Comarca ( com fórum, juiz, promotor, etc.) em 1888. A comarca foi extinta em 1938 ( pelo Governador Ademar de Barros) devido ao pouco movimento causado pelo êxodo rural que se iniciava. Silveiras que chegará a possuir 25 mil habitante viu sua gente partir e começar sua decadência. Com a queda do café, a abertura da nova rodovia (via Dutra) que não passou por Silveiras, a estrada de ferro que também teve seu traçado de São Paulo ao Rio de Janeiro não abrangendo nosso município, ficando este a margem do progresso que atingiu as demais cidades próximas à rodovia e a ferrovia. Silveiras que era a quarta cidade mais populosa do Vale do Paraíba conheceu anos de ostracismo e decadência quando só o amor à terra natal conseguiu manter aqui os silveirenses. Os jovens foram embora estudar fora e se fixaram nos centros maiores. Famílias inteiras partiram para não mais voltar.
Em 1978 reuniram-se alguns silveirenses idealistas liderados e motivados por João Camilo (artesão) e Ocílio Ferraz (Historiador) além de outros de saudosa memória com o objetivo de despertar Silveiras do marasmo existente. Iniciaram um movimento chamado “Silveirarte” onde através de encontros, palestras, reuniões se propuseram a tomar medidas praticas, simples e funcionais para dar condições de trabalho e fixação do silveirense na terra natal.
Foi desenvolvido e aperfeiçoado o artesanato de madeira, bambu, crochê que propiciou nova fonte de renda às famílias. Este artesanato espalhou-se pelo Brasil e atualmente é exportado para vários paises. São centenas de artesão que trabalham nestas atividades que atraem turistas de várias regiões. Foi também desenvolvido por Ocílio Ferraz o movimento Tropeirista o qual ele preside através da Fundação Nacional do Tropeiro que possui biblioteca, peças históricas, restaurante tropeiro, e faz a divulgação da cultura destes pioneiros na história do Vale do Paraíba.
Hoje na entrada da cidade existe o portal do tropeiro (com estátua). A Antiga rodovia que saindo da Via Dutra passa por Silveiras chama-se Estrada do Tropeiro, na Praça do Tropeiro existe o Rancho do Tropeiro onde se centraliza a já tradicional Festa do Tropeiro no ultimo domingo de agosto desde 1981. Existem pousadas na zona rural e na cidade temos o restaurante do Tropeiro (Ocílio Ferraz), restaurante Casarão ( Celeste), o Pesqueiro Sonho Meu no bairro da Cascata ( Sandrinho) além da Pausada Estrada Real (Felipe Néri). Existe um exposição e venda de artesanato local no Departamento de Cultura e Turismo (Casarão). Visite Silveiras e conheça o bonito artesanato. Retorne a sua terra, você que daqui se foi, pois ela o aguarda de braços abertos.
FONTE:
José de Miranda Alves. Silveiras - História e Tradição. 1977.
Ocílio José Azevedo Ferraz. Voltando as Origens. CESP. 1984
Meet Silveiras
Silveiras is a small town in the "History of the Paraíba River Valley," in São Paulo. Its area is 412 km2 to 670 m altitude, the temperature fluctuates between 14 and 29 degrees centigrade. Its origin dates back to the late eighteenth century with a ranch Drovers around which they built some houses.
In the center of this small town is a chapel erected in honor of Our Lady of Conception (in the same location that was constructed in 1909 the current parish church). Was being opened a road called "New Way" or "Royal Road" where the gold would be transported that came from Minas Gerais to be cast in Rio de Janeiro. Along this road the empire distributes land to be populated, cultivated and whose inhabitants were to maintain a dirt road in a position to be used mainly by the Drovers who pioneered the transportation of various types of products. The Silveira family settled in these lands and lifted the Drover Ranch by 1780. The city inherited its name from this family who first lived.
In 1830, the town of Silveiras belonging to Lorraine became a parish. In 1842 occurred the Liberal Revolution and Silveiras was the target of many battles to be defeated at July 12, 1842 by imperial soldiers, were killed when many Silveirenses. On February 28, 1842 was established the town of Silveiras. In February 1874 Silveiras received the title of the city (municipality) and became a county (with forum, judge, prosecutor, etc.). In 1888. The county was abolished in 1938 (by the governor Ademar de Barros) due to little movement caused by the rural exodus that began. Silveiras which will reach 25 000 inhabitants have seen their people leave and start their decline. With the fall of coffee, the opening of the new highway (via Dutra) which has not undergone Silveiras, the railway which also had its route from Sao Paulo to Rio de Janeiro does not cover our county, this being the margin of the progress achieved other towns near the highway and railroad. Silveiras which was the fourth most populous city in the Paraíba Valley experienced years of ostracism and decline when only the love of homeland silveirenses managed to keep them here. Young people have left to study abroad and settled in the larger centers. Entire families left never to return.
In 1978 met some silveirenses idealists led and motivated by John Camillus (craftsman) and Ocílio Ferraz (Historian) besides others of blessed memory in order to arouse the apathy existing Silveiras. Started a movement called "Silveirarte" where through meetings, lectures, meetings have proposed practical measures to take, simple and functional to provide working conditions and securing the homeland in silveirense.
It was developed and perfected the craft of wood, bamboo, crochet which provided a new source of income for families. This craft has spread throughout Brazil and is currently exported to several countries. Hundreds of artisans who work in these activities that attract tourists from various regions. It was also developed by Ferraz Ocílio Drovers movement which he presides over the National Foundation for Drover who has a library, historical pieces, restaurant drover, and is spreading the culture of these pioneers in the history of the Paraíba Valley.
Today at the entrance of the town is the gateway to the drover (with statue). The ancient highway that passes out of the Via Dutra by Silveiras called Drover Road, in the Square there is the Drover Drover Ranch where the traditional centers Drover Festival last Sunday of August since 1981. There are hostels in the countryside and the city have the restaurant Drover (Ocílio Ferraz), Mansion Restaurant (Celeste), the My Dream Fishing in the neighborhood of Cascade (Sandrinho) beyond Paused Royal Road (Felipe Neri). There is an exhibition and sale of local handicrafts in the Department of Culture and Tourism (Big House). Visit Silveiras and see the beautiful craftsmanship. Return to your land, you who went here because it is waiting with open arms.
SOURCE:
José de Miranda Alves. Silveiras. Silveiras - History and Tradition. 1977.
Ocílio José Azevedo Ferraz. Back to Origins. CESP. 1984
Herculano
Herculano Cortez da Silva . Um dos mais respeitados pintores primitivistas do Vale do Paraiba, verdadeiro simbolo dos silveirenses.
Igreja Matriz - antes da reforma - década de 40
acervo particular do Sr Clotário Cintra - "Seu Pitóta"
Construção da Torre da Igreja Matriz - década de 50
acervo particular do Sr Clotário Cintra - "Seu Pitóta"
Construção da Torre da Igreja Matriz - década de 50
acervo particular do Sr Clotário Cintra - "Seu Pitóta"
Vista Panorâmica de Silveiras - década de 40
acervo particular da Srª Dirce Cintra de Andrade Santos