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ESCRITOR VICENTE FÉLIX DE CASTRO


  Escritor vale-paraibano Vicente Félix de Castro, nascido em Silveiras e considerado “um dospioneiros da literatura regional paulista” junto com o Barão de Piratininga, de acordo comCarlos Eugênio Marcondes de Moura, organizador do livro A vida cotidiana em São Paulo no século XIX. Os dados biográficos disponíveis sobre o romancista são muito escassos e merecem uma busca mais detalhada, já que mesmo na internet não se encontra muita coisa sobre ele. Seu nascimento coincide com a data de nossa Independência, 1822. Porém, o ano de sua morte permanece desconhecido. É preciso ressaltar ainda a incerteza em outros pontos. Na obra Folhetim: uma história, resultado de uma profunda e séria pesquisa quanto às origens do gênero, Marlyse Meyer, baseando-se em Sacramento Blake, indica a cidade de Areias como o local de nascimento do nosso autor (2005, p. 51).


Percorrer a fortuna crítica do escritor é empreitada igualmente complicada, pela pouca quantidade de artigos sobre ele. Para dizer a verdade, um dos poucos críticos que se debruçaram com mais afinco sobre a obra de Vicente Félix de Castro foi o infatigável Brito Broca, confirmando seu interesse por escritores ditos menores ou esquecidos. De maneira geral, o que se encontra sobre o romancista são menções esparsas em livros e ensaios relacionados a temas diversos, como no caso da já citada obra de Marlyse Meyer.
No livro Pontos de referência, de Brito Broca, encontramos um dos poucos ensaios integralmente dedicados ao artista silveirense. Em “...Pobre e humilde escritor da roça...”, o crítico de Guaratinguetá ressalta a dificuldade para se ter acesso às obras de Vicente Félix de Castro e coloca em relevo os nomes de alguns importantes estudiosos que, na sua opinião, citam o escritor sem tê-lo lido de fato. Entre os autores destacados estão Basílio de Magalhães, que evoca Vicente Félix de Castro num ensaio biobibliográfico sobre Bernardo Guimarães. No entanto, Brito Broca faz uma ressalva – a informação foi colhida de segunda mão por Basílio de Magalhães em livro de Sacramento Blake. O autor de A vida literária no Brasil – 1900 também acredita que Tristão de Athayde, quando cita o escritor silveirense na obra Afonso Arinos, provavelmente não leu suas publicações. A explicação de Brito Broca é clara:
Trata-se de uma absoluta raridade bibliográfica, como tantos outros livros que Sacramento Blake registra, por informação. (1962, p. 17-18)
Em pesquisa que empreendemos nos arquivos do Instituto de Estudos Brasileiros da USP, encontramos a edição fac-similar, datada de 1902, do Diccionario Bibliographico Brazileiro. Nessa obra, Sacramento Blake dedica apenas algumas linhas a Vicente Félix de Castro, comprovando a dificuldade para se obter informações sobre o escritor. Os dados biográficos, como já ressaltamos através da voz de Brito Broca, resumem-se a apontar a cidade de Areias como local de nascimento. Blake não indica a data em que isso se deu e, ao tratar da morte do autor, faz uma vaga e curiosa afirmação, que não acrescenta nada de relevante – “fallecido ha annos” (1970, p. 358).
No tocante à obra do escritor, Blake destaca Os mistérios da roça (1861) e História do voluntário da pátria (1896), além de outros livros sobre os quais declara seu total desconhecimento, tais como Os dramas de sangue ou os sofrimentos da escravidão, A filha do mistério, Flor da terra, Hortência e Herança usurpada. Antes de prosseguir, devemos ressalvar que a História de um voluntário da pátria foi publicada, na verdade, em 1869. Não sabemos se o erro quanto à data de aparecimento da obra foi cometido por Sacramento Blake ou se foi de outrem, mas esse pequeno e quase imperceptível engano reforça ainda mais os mistérios que pairam sobre Vicente Félix de Castro e mostra o desconhecimento em torno das bases de nossa própria literatura.
Enquanto muitos colegas de ofício fazem citação de segunda mão, o arqueólogo literário Brito Broca procura sair a campo para nos trazer informações baseadas na consulta direta a alguns dos livros do escritor. O cronista revela ter encontrado Os mistérios da roça e História de um voluntário da pátria na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, da qual era frequentador assíduo. O primeiro comentário específico sobre a obra é dirigido aos Mistérios da roça. Como de praxe, a abordagem de Brito Broca aproxima-se, inicialmente, de dados extra-literários para, num segundo momento, penetrar na história do  romance.

Fonte: fonte:

Mistérios de Silveiras | Daniela Prado

http://www.jornalolince.com.br/2011/abr/pages/letras-silveiras.php

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