silveirasemfoto.com

O Silveirense



Artigo: Lia Amália Cardoso Rocha.


Resultado de imagem para o silveirenseHerdeiros de tropas e ranchos, descendentes de tropeiros que aqui fixaram residência, o silveirense é um anfitrião nato. Festeiro, acolhedor e hospitaleiro, por séculos recebeu as visitas em “rodas de conversa”, enquanto fazia artesanatos em madeira, tricô, crochê, couro e telas. Tudo isto, ouvindo uma boa música e se servindo dos quitutes preparados pelos donos da casa. Até hoje, nunca se recebe alguém sem lhe oferecer algo para comer ou beber. Sair da casa de um silveirense ,sem ao menos beber um cafezinho coado na hora e ouvir, ao menos três vezes que “ainda é cedo”,, é considerado falta “de consideração”.


Em Silveiras ,sempre tivemos muitas festas:  do Divino, Folia de Reis,  de Santa Cruz,  da Padroeira, de São Benedito,  do Barro,  da Broa,  do Milho,  do Pinhão,  do Bom Jesus da Bocaina,  de Nossa Senhora do Patrocínio,  do Sertão dos Marianos, Semana da Arte,  do Tropeiro,  do Rodeio, Festa Juninas em diversos bairros e  outras festas em várias capelas rurais.Tudo é motivo para reunir os amigos e celebrar,sempre com muitos “comes e bebes”.
Nosso povo sempre gostou de carnaval, de cantar e dançar. Nos dias atuais temos o carnaval de rua, com vários blocos e todos dançando na praça da Matriz. Até a década de 70, existia o Clube de Dança, num casarão posteriormente demolido, onde se dançava  ao som de discos de vinil, e em datas festivas, eram contratadas orquestras ou “conjuntos musicais”. Tivemos alguns corais , sendo que o mais antigo tinha por maestrina, “Meninica” Julião, irmã do famoso compositor silveirense, Maestro João Batista Julião. Sempre foi comum, encontrarmos pequenos grupos cantando nas ruas e praças, com ou sem instrumentos musicais.
 Atualmente, a maior parte da população trabalha no artesanato, nos pequenos comércios ou serviços públicos. Somos todos “remediados”, não temos andarilhos, pedintes ou sem tetos, mas também, não temos ostentação de casas luxuosas, roupas de grife, joias ou títulos. Todos são tratados pelo primeiro nome ou apelido de infância, sem formalidades (outra herança tropeira). Moramos em casas de portas abertas, onde não se espera para ser atendido, e os amigos, considerados “de casa”, entram pela porta da cozinha e ao redor da mesa, muitos problemas são resolvidos, sem formalidades. Na sala de visita, são recebidos aqueles que vêm pela primeira vez. Nossas crianças frequentam a mesma escola, se alimentam com a mesma merenda e brincam sem distinção nos mesmos parques, praças e quadras.
O silveirense tem consciência, de que conta com Serviços Públicos que lhe garantem qualidade de vida. Em julho de 2014, a Prefeitura Municipal realizou uma pesquisa sobre os anseios da população, seu grau de satisfação e necessidades, atribuindo notas de 0 à 10 aos serviços públicos. Esta avaliação foi feita pelo “Instituto de Pesquisa Opinião” da cidade de São Paulo, sob a coordenação do sociólogo Milton Cesar Tristão e a urbanista Nilzete Rodrigues Costa.
Com 80% ou mais de aprovação, estão a Educação Municipal, serviço de Coleta de Lixo, Varrição de Ruas, Conservação e Manutenção de Praças, Parques e Jardins e Fornecimento de Água (pontuaram respectivamente 8.5, 8.7, 8.2, 8.2 e 8.3).
Com 70% ou mais de aprovação, estão os Programas Sociais, Postos de Saúde, Iluminação Pública, Atendimento na Prefeitura, Creches, Manutenção das Estradas Rurais, Obras Públicas, Conservação de Ruas e Avenidas, Conservação do Meio Ambiente e Limpeza de Terrenos Baldios, (respectivamente 7.9, 7.8, 7.7, 7.7, 7.6, 7.6, 7.5, 7.5, 7.4 e 7.2).
Com 60% ou mais de aprovação, estão os Eventos Esportivos e Culturais, Segurança Pública, Programas Habitacionais, Organização e Sinalização de Trânsito, Coleta e Tratamento de Esgoto e Geração de Emprego e Renda, (respectivamente 6.9, 6.4, 6.4, 6.3, 6.2 e 6.0).
Com 50% ou mais de aprovação, o único tópico com avaliação regular foi o Serviço de Canalização de Rios e Córregos com 5.7 pontos. (resposta observada na zona , devido à preocupação com o tratamento de esgoto e a poluição da água, mostrando o interesse com o meio ambiente)
Estes resultados não são apenas frutos da percepção de alguns cidadãos, apaixonados por sua terra, mas refletem o desempenho do Município em avaliações externas realizadas pelo Ministério da Educação e Cultura e pelo Ministério da Saúde. Considerando que, junto com a Geração de Renda, a Educação e a Saúde, são grandes propulsoras do desenvolvimento humano, os dados são relevantes, como veremos a seguir:
O IDEB (Índice do Desenvolvimento da Educação Básica) avalia o desempenho da Educação Básica em uma localidade, atribuindo notas de 0 à 10 à eficiência da educação. Seis, foi a nota obtida pelos países desenvolvidos, que ficaram entre os 20 mais bem colocados do mundo, segundo a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o que torna esta média, um padrão internacional de qualidade.
O IDEB de 2013, ao avaliar as Escolas Municipais de Silveiras atribuiu para o Ensino Fundamental I o índice de 6.2, média dos 5º anos das Escolas “Dom Edmund Benedict Nugent” e “Aurora de Andrade Cardoso”, desempenho de primeiro mundo. Para o Ensino Fundamental II o índice de  4.5, média do desempenho do 9º ano da Escola “Aurora de Andrade Cardoso”.
O IDSUS de 2011 (Índice do Desenvolvimento do Sistema Único de Saúde), que avalia o desempenho dos Serviços de Saúde, de acordo com sua competência, com notas de 0 à 10, avaliou a efetividade do SUS Silveiras, em 8.37, bem acima da média nacional que é de 5.46.
Analisando as avaliações citadas de todas as cidades da região, de Guaratinguetá à Bananal, Silveiras apresenta os melhores índices de desempenho entre elas, tanto para o IDEB quanto para o IDSUS.
Atualmente a Secretaria Municipal de Educação de Silveiras conta com três escolas:
EMEIEF “Dom Edmund Benedict Nugent”, no centro, atende 436 alunos do 1º ao 6º ano, em prédio próprio e 168 alunos de Creche e Pré Escola, em prédio cedido (aguarda-se a construção de novo prédio para Educação Infantil no Conjunto Habitacional Geraldo Adão);
EMEIEF “Nadi Cintra de Andrade”, no bairro do Bom Jesus da Bocaina (zona rural), atende, em prédio próprio, 64 alunos do Maternal I ao 5º ano.
EM “Aurora de Andrade Cardoso”, no bairro dos Macacos (zona rural) com 298 alunos do Pré I ao Ensino Médio, atendidos em prédio próprio.
Cada Escola, atende toda a população do entorno, através do Transporte Escolar nas vilas urbanas e nos bairros rurais.
Conta-se com 74 professores concursados, 100% graduados e 84% pós graduados.
São profissionais capacitados e dedicados que conhecem particularmente cada educando, planejam e avaliam as ações pedagógicas, cobram tarefa e frequência diária, além de adequarem as atividades para os alunos em situação de baixo rendimento e os encaminharem para atividades de contra turno (atendimento pedagógico, psicopedagógico e fonoaudiológico).
Verificam se os alunos estão se alimentando, de acordo com orientação de nutricionista, estimulam o consumo de verduras e frutas da Merenda Escolar, acompanham a escovação de dentes diariamente (com orientação do dentista escolar), inspecionam os materiais escolares e os uniformes, encaminhando para substituição quando necessário.
Procuram a formação de cidadãos cientes dos seus direitos e deveres, incentivando o amor à Pátria e ao seu Município, passando valores éticos e morais, entre outras ações que os tornam diferenciados e dão segurança aos pais de que seus filhos estão recebendo uma educação de qualidade.
No período noturno, a Escola Dom Edmund, atende a EJA (Educação Jovens e Adultos) para o Ensino Fundamental I, e  gratuitamente Cursos Técnicos e Profissionalizantes.
Em parceria da Prefeitura com a ETEC/Centro Paula Souza, temos os Cursos de Administração e Turismo em salas descentralizada da sede de Cachoeira Paulista. E em parceria com o SENAI e SENAC Cursos Profissionalizantes periódicos em diversas áreas.
Jovens e adultos do município tem o acesso garantido a estes cursos, contando com transporte gratuito, que liga a escola aos bairros dos Macacos e Bom Jesus da Bocaina.
A Escola Estadual “Hildebrando Martins Sodero” (zona urbana) atende alunos do 6º ano ao Ensino Médio, contando com Transporte Escolar em toda a área do entorno do centro e bairros rurais.
A Prefeitura oferece, também gratuitamente, Transporte Intermunicipal para Escolas Técnicas e Universidades nas cidades de Guaratinguetá, Lorena, Cachoeira Paulista e Cruzeiro, estando cadastrados na Secretária Municipal da Educação, 149 alunos usuários do serviço.   
Hoje, a população conta com uma Unidade Mista de Saúde ampliada e reformada, com médicos concursados e plantonistas (clínico geral, pediatra, cardiologista, ginecologista, psiquiatra). Possui também enfermeiras e auxiliares de enfermagem, biólogas, biomédica, dentistas e fisioterapeutas. Quando necessário, os pacientes são transportados para os centros de referência nas cidades de Cruzeiro, Taubaté e São Paulo.
A Estratégia Saúde da Família possui três unidades no município, atendendo a zona urbana e bairros do entorno (ESF Centro), região do Bairro do Bom Jesus da Bocaina (ESF Bom Jesus) e região serrana (ESF Macacos). O médico da família, enfermeira, dentista e agentes de saúde visitam as casas e orientam os moradores, portadores de doenças crônicas, e os demais, sobre prevenção de doenças e os cuidados com a saúde.
Diante desta realidade, o silveirense, no geral, tem alguma dificuldade para entender por que temos um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) abaixo da média nacional, números que só poderão ser compreendidos à luz de dados históricos.
Muito tem-se escrito e falado sobre a história de Silveiras até a primeira metade do século XX. Á partir de 1950, muitos fatos não foram pesquisados nem passados ‘’a limpo’’ na memória silveirense.
No início dos anos 50 (1951), a abertura da Via Dutra nos deixou à margem do progresso que atingiu outras cidades próximas. Tivemos um “apagão” político, social, financeiro e educacional, provocando uma espécie de perda de memória da história vivida, que atinge principalmente os que nasceram após este período.
Para uma população com poucos empregos, baixa escolaridade, estradas péssimas e assistência médica inexistente, o silveirense de poucos recursos financeiros, ficou desmotivado pensando que era melhor apenas “tocar a vida”, plantando, colhendo, tirando leite das vacas, fazendo queijo, farinha de mandioca, fubá e pó de café para consumo próprio e vendendo a sobra para os vizinhos.
Aos que nasceram antes de 1950, “testemunhas da história”, fica a tarefa de contar o que viram e ouviram. Muitos proprietários de terras, produtores rurais e donos de tropas, que empregavam os tropeiros, tinham família numerosa (10 a 15 filhos). Com sua morte, a terra era dividida em herança, ficando uma pequena parte para cada filho, diminuindo a eficácia do negócio e consequentemente a renda. Os donos de “pousos” e comerciantes, que antes abasteciam a principal estrada do país, viram seus clientes desaparecendo dia após dia. Com as crescentes dificuldades muitos silveirenses “remediados” se mudaram para cidades maiores a procura de oportunidades de estudo e emprego, pois queriam sair da “roça” para buscar uma vida melhor para si e seus filhos. A maioria das chamadas famílias tradicionais de Silveiras deixaram a terra natal, permanecendo nela, o que resistiram e tiveram esperança de dias melhores. Apenas um ou dois filhos foram para grandes centros cursar nível superior.
Na zona urbana, o Serviço de Saúde contava com um Posto Médico construído onde hoje funciona o Centro de Fisioterapia, e  um Posto de Puericultura para atendimento de crianças, onde hoje está a Educação Infantil, cada serviço contava com um médico durante o dia. Não existia nenhum tipo de atendimento médico no período noturno. Era muito comum, os doentes procurarem o dono da única farmácia, o Sr José Pinto de Carvalho, para indicar e ministrar remédios e aferir a pressão arterial.
 A escolarização no município só era possível até ao 4° ano, nas raras escolas na zona rural e na única escola de zona urbana. O “Grupo Escolar Estadual Emílio Ribas” funcionava onde hoje é o Casarão da Prefeitura sendo transferido posteriormente para o novo prédio que hoje abriga a Escola Dom Edmund. Muitas crianças abandonavam os estudos assim que se alfabetizavam e ganhavam “forças nos braços”, para ajudar os pais na subsistência da família, sendo que muitos não passaram do “2º ano de grupo”, como dizem.
Somente os filhos de pessoas que tinham bens, podiam estudar após o 4º ano, pois era necessário ir a Cachoeira Paulista para fazer o chamado “ginásio” (5º ao 9º ano) e também o “secundário” (Ensino Médio). Quase nenhuma família tinha carro e poucos jovens iam para a cidade vizinha na carroceria de uma caminhonete, enfrentando chuva, poeira e lama da Rodovia dos Tropeiros que só foi asfaltada na década de 60.
No final da década de 50 (1957) o Prefeito Mario de Paula Cardoso fundou o Ginásio Estadual Professor Hildebrando Martins Sodéro que mais tarde foi ampliado para o Segundo Grau. Esta escola funcionou por alguns anos no prédio do Grupo Escolar “Emílio Ribas” até ser transferido para o prédio atual, construído na década de 70 em terreno doado por José de Andrade Ferraz.
Por ocasião da abertura foram convidados muitos adultos para se matricularem, após o exame de admissão, pois não havia número de jovens suficientes para que se instalasse o Ginásio. Para dar oportunidade à todos, a aula acontecia no período noturno. Na época, o Governador Jânio Quadros, disse ao prefeito “Está louco Mario! Você é atrevido! Um Ginásio naquela cidadezinha!”
Então, até que o Governo Estado reconhecesse a possibilidade e assumisse o ônus, o prefeito manteve o Ginásio com recursos próprios, contratando professores e nomeando como o primeiro diretor, o respeitado Padre José Nunes Cardoso, autor do Hino de Silveiras.  
Assim a partir da década de 60, já não era necessário viajar até Cachoeira Paulista para concluir o atual Ensino Fundamental e Médio, porém permanecia a dificuldade de acesso para a população da zona rural. Devido à precariedade das estradas rurais e dos meios de transporte, os habitantes das regiões mais distantes não tinham acesso às escolas, seu único contato com mundo exterior era através do radio “de pilhas”, amigos que os visitavam ou raramente quando vinham à cidade.
Com o Golpe Militar de 64, e instalação da ditadura que cerceou a liberdade da imprensa e também dos meios de comunicação, o silveirense da zona rural, quase que na sua totalidade, não tinha conhecimento real do que ocorria no pais, desconhecia as prisões, torturas e assassinatos, mas ouvia a “propaganda do progresso de um pais que ia para frente”, que estimulava ainda mais o êxodo rural, pois o lavrador não via a melhora anunciada.
Por volta dos anos 80, as luzes do apagão começam a se acender. Surge o movimento do Tropeirismo, com feiras de artesanatos (Silveirarte) e Festa do Tropeiro.
Com a volta da normalidade política do país, o poder público começou a desenvolver ações para fixar o homem no campo, uma delas que teve grande impacto em Silveiras, foi a UEAC “Unidade Escolar de Ação Comunitária”. Estas escolas que também serviam de moradia para o professor, foram construídas por toda a  zona rural, tendo por objetivo  fomentar ações de valorização da cultura local, hortas comunitárias, envolvendo pais , alunos e professores e e provocando geração de renda principalmente para as mães que produziam artesanatos vendidos  nas festas. O artesanato, foi o grande responsável pela geração de renda, pois passou a empregar muitos que estavam ociosos.
Foi construída a tão sonhada “Santa Casa” no local da antiga, demolida na década de 70, e foram instalados postos de saúde nos bairros do Bom Jesus da Bocaina e Macacos. Asfaltou-se  a estrada vicinal “Osvaldo de Paula Cardoso” até o Bairro dos Macacos,onde foi  construída também a atual “EM Aurora de Andrade Cardoso”. Reformou-se o Rancho do Tropeiro e a praça foi calçada, construiu-se o primeiro conjunto habitacional no centro da cidade. A Escola Estadual passou a oferecer a formação em Magistério. Muitos dos nossos professores municipais se formaram nesta época.
Na década de 90 a Festa do Tropeiro começa a tomar as proporções que tem hoje. Instalou-se a Estação de Tratamento de Esgoto. A cidade é ampliada com a inauguração dos Conjuntos Habitacionais “Vila Marina” e “Vila Esperança”. Inaugura-se a Praça da Imaculada Conceição no Bairro do Ventura e o passeio público por toda na Rodovia dos Tropeiros da entrada da Vila Esperança á entrada da Rua João Antunes de Macedo. Asfaltou-se a Avenida Mario de Paula Cardoso e construiu-se a ponte que a liga à Rodovia dos Tropeiros.  Foi criada a Biblioteca Municipal “Emília Muller” com considerável acervo literário. Inaugurou-se uma quadra poliesportiva no centro da cidade e restaurou-se o Casarão (antigo Grupo Escolar) que atualmente é a sede da Prefeitura.  Municipalizou-se o Ensino Fundamental, criou-se a EMEIEF “Dom Edmund Benedict Nugent” reformando e ampliando o antigo prédio onde funcionava a Escola Infantil.
Muitas propriedades rurais, especialmente na Serra da Bocaina, foram vendidas à pessoas de lugares distantes, (inclusive artistas) que construíram boas casas em busca de conforto e tranquilidade. A estrada vicinal asfaltada propiciou também a construção de algumas pousadas e restaurantes na zona rural, impulsionando o turismo.
Nos anos 2000, reconstruiu-se a quadra do centro (que havia sido demolida) e instalando a piscina pública, construiu-se as quadras da Vila Geraldo Adão, Vila Marina e Macacos, incentivando a prática do esporte. Inaugurou-se o Conjunto Habitacional Mario Covas e Geraldo Adão, ampliando a acesso a casa própria.
Reformou-se e ampliou-se todas Escolas Municipais instalando e ampliando Bibliotecas e Laboratórios de Informática, todas com acessibilidade para baixa mobilidade.
Foi feito o Portal da entrada da cidade com a estátua do Tropeiro. Instalou-se pracinhas e parquinhos infantis nos bairros dos Macacos, Bom Jesus, São Sebastião, nos Conjuntos Habitacionais do centro e entre a Vila Esperança e Mario Covas.
Construiu-se a Brinquedoteca para atividades extra curriculares. Implantou-se o Centro de Fisioterapia no Centro e no Bairro dos Macacos. Ampliou-se a “Santa Casa” e construiu –se o Velório Municipal.
Calçou-se a estrada até o Bairro de São Sebastião, todas as ruas dos Conjuntos Habitacionais (Mario de Paula Cardoso, Vila Esperança, Vila Marina, Vila Mario Covas e Geraldo Adão), o acesso ao Bairro do Cedro e outras ruas novas na zona urbana. Na zona rural, calçou-se os pontos críticos nas diversas estradas e pavimentou-se as ruas reformando e instalando a canalização de água e esgoto no Bairro do Bom Jesus da Bocaina e Macacos. Tudo isso concorrendo para o bem estar e qualidade de vida dos moradores.
Por volta de 2010, os Bairros do Bom Jesus da Bocaina e Macacos, apresentam características  urbanas: luz, água encanada, ruas calçadas, praças, quadras esportivas, posto médico (ESF) reformados e equipados e escolas da Educação Infantil ao Ensino Médio. A energia elétrica ao chegar a toda zona rural, possibilitou a aquisição e uso de eletrodomésticos (geladeiras, televisões, instrumentos agrícolas), facilitando a vida dos habitantes. O recapeamento da estrada “Osvaldo de Paula Cardoso” e a constante manutenção das estradas para os bairros, juntamente com o acesso a celulares e internet universalizou a possibilidade de mobilidade, informação e conhecimento.
Reformou-se a praça da Matriz e a praça da “Santa Casa”. Inaugurou-se o Centro Cultural “Nenê Emboava” que passou a abrigar a abertura da Festa do Tropeiro com a exposição do Concurso Literário anual. Recapeou-se o asfalto dos Conjuntos Habitacionais e calçou-se as novas ruas. Em muitos pontos a cidade é um canteiro de obras, sempre há novas casas surgindo, principalmente em direção ao bairros de São Sebastião, Fundão, Cedro e Cascata.
O IDH Índice de Desenvolvimento Humano que mede o grau de educação, longevidade e renda de uma população em números de 0 à 1, classificando como muito baixo (de 0 à 0,499), baixo (de 0,5 à 0,599), médio (de 0,6 à 0,699), alto (de 0,7 à 0,799) e muito alto (de 0,8 à 1). Apresenta dados publicados a partir da década de 90, nos anos de 1991, 2000 e 2010.
Os resultados de Silveiras refletem os fatos históricos de décadas de dificuldade de acesso à educação e à geração de renda, dificuldades que resultaram em um crescimento a baixo da média nacional. (0.419/1991, 0.574/2000 e 0.678/2010)
A Educação foi índice que mais evoluiu, o desempenho passou de muito baixo para médio, (0.192/1991, 0.375/2000 e 0.584/2010), porém está ainda abaixo da média nacional, pois apesar da escolarização de crianças e jovens estar adequada, poucos adultos com mais de 40 anos, concluíram o ensino médio e são raríssimos entre eles, os que tiveram à oportunidade de cursar a graduação. Alguns habitantes mais idosos não concluíram ensino fundamental e pequeno número são analfabetos.
Observa-se que este quadro tende a demorar ao menos duas décadas para refletir a realidade que vivemos hoje.
Daqui a vinte anos, os jovens que hoje cursam a universidade terão mais de 40 anos e os adultos de hoje, serão os idosos com ensino fundamental de amanhã.
Dificilmente inverte-se o quadro antes disto, pois, o adulto que hoje se empenha para estudar os filhos talvez não tenha condições financeiras para custear, também para ele, um curso superior.
Quanto á renda o desempenho de Silveiras foi de baixo para médio, (0.553/1991, 0.630/2000 e 0.657/2010), observando-se um pequeno crescimento ao longo dos anos. Em 2010 a renda média de uma família silveirense ia de R$ 1.187,00 á R$ 1958,90.
São excelentes os dados da longevidade do silveirense, saindo do médio para o muito alto, (0.695/1991, 0.791/2000 e 0.812/2010) resultado de pais desenvolvido.
Silveiras tem área territorial de 414.782 Km2, povoada em 2010 por 5792 pessoas com estimativa de 6121 para 2014, sendo que, a maioria da população mora aqui ha mais de 30 anos.
Com a popularização dos métodos anticoncepcionais e o acompanhamento do serviço de saúde, a taxa de natalidade caiu bastante, hoje as famílias tem em média dois filhos e é raro o casal com mais de quatro filhos. Procuram dar à eles uma vida melhor do que tiveram. O silveirense de modo geral, valoriza muito o estudo, ter os filhos em curso superior é motivo de grande alegria e orgulho para os pais que sempre viram como “coisa para rico”, ter um filho “doutor”.
Nascem menos e também vêm a óbito uma quantidade muito pequena. As mães fazem pré-natal, usam vitaminas e tomam os cuidados necessários. Cabe ressaltar o eficaz trabalho da Pastoral da Criança (Igreja Católica), que promove reuniões com as mães dando orientações sobre amamentação, uso de multimistura, nutrição e controle de peso e altura.
O silveirense não busca o crescimento populacional do município, (já tivemos 25 mil habitantes) mas sim, o desenvolvimento das suas potencialidades.
Todo o município é Área de Proteção Ambiental, a APA Silveiras foi criada por lei estadual em 1984. Desde então, é crescente a preocupação da população na preservação dos remanescentes de vegetação da Mata Atlântica, rios e animais.
Nas matas encontramos pacas, tatus, lobos guará, onça-parda, onça pintada, sagui, gato-do-mato, jaguatirica, porco do mato, gambá, lontra.
Temos muitas espécies de pássaros que inspiram nosso artesanato: seriemas, sabiá, pintassilgo, bentevi, canarinho, coleirinha, rolinha, azulão, curió, periquito, sairinha, maritaca, melro, anu-branco, inhambu-chintã, jacu, macuco, entre outros. Somos a terra as andorinhas, que nos visitam todos os verões.
As belezas naturais, lindas paisagens, relevo característico, paredões rochosos, fauna e flora preservadas, artesanatos diversificados, rica culinária, muitas festas e povo hospitaleiro são nossas maiores riquezas. E é nestas riquezas que estão nossas maiores oportunidades de desenvolvimento com o fortalecimento do turismo rural.
Somos uma “grande família”, que ri e chora junto, que briga e faz as pazes, principalmente em época de eleição municipal e temos acima de tudo um amor imenso pela “nossa terrinha”.
Fontes:
www . atlasbrasil.org.br
www .seade.gov.br
www . ambiente.sp.gov.br
www .ideb.inep.gov.br
www .saúde.gov.br/idsus






 

Silveiras

Silveiras

Nossa História

Nossa História

Advogados

CONHEÇA SILVEIRAS

Silveiras , a ntigo rancho de tropeiros, desenvolveu-se no século XIX com a introdução do café no Vale do Paraíba. Em 1842, foi elevada...

Acesse aqui

Acesse aqui
Digite o nome da pessoa ou negócio que procura em SILVEIRAS SP:

Páginas